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Posts Tagged ‘gustavo souza’

– Não lembro (perdoem-me a minha amnésia pós-carnaval) se já linkei isto aqui antes, mas este texto de um jornal português sobre “Excomunhão e Tolerância” ilustra bem o que se pode falar sobre o caso Williamson. Muitíssimo feliz o autor na forma utilizada para criticar a censura anti-qualquer-coisa-referente-ao-Holocausto:

Num mundo que gosta de se anunciar sem preconceitos e repudia a censura, existe um bloqueio drástico sobre o Holocausto. Comentar o horror nazi não pode ser feito fora da versão oficial. São admitidas todas as opiniões, menos essa. O pior é a forma inquisitorial, fanática e abespinhada com que o assunto é enfrentado. Quem nega as câmaras de gás deveria ser tratado com um sorriso pela ignorância e uma gargalhada pela tolice. Hoje o disparate é tanto que não merece mais. Em vez disso todos estes democratas e republicanos, supostamente tolerantes, condenam da forma mais persecutória o Papa por ele terminado o castigo canónico. Parece que Williamson devia ser excomungado de novo, agora não por insubordinação mas por opinião histórica. E Bento XVI também, mesmo não concordando com ele.

– Dois textos do Heitor de Paola sobre o aborto: “Alguns mitos e fatos científicos no debate sobre o aborto” e “Quando começa a vida”. Excelentes, porque argumentam sob uma ótica estritamente científica, evitando ao máximo (julgo eu, propositalmente) qualquer referência ética ou religiosa a fim de que o discurso seja assimilável por qualquer um e se evitem as cretinas acusações de “ingerência religiosa” e “estado laico” e blá-blá-blá. Do segundo:

[É] inevitável concluir que o aborto é uma espécie de homicídio, ou filicídio, de um ser já com individualidade que tem, in potentia, todas as condições de se desenvolver plenamente. Qualquer decisão, seja pessoal, seja jurídica, não deve evitar este conhecimento.

– Mais do Krause: uma tréplica ao artigo de Lucas Camarotti, no Jus Navigandi. A tréplica chama-se Laicismo antimetafísico e o colapso do Ocidente. O cara é muito bom! Excerto:

Tal conceito [de “laicidade ateu e materialista”], além de insustentável do ponto de vista lógico, é propugnado por uma fragorosa minoria, ainda que influente na sociedade. Nele, vislumbra-se a aversão às religiões positivas e a aversão à metafísica, tão cara aos grandes filósofos gregos. Por melhor que seja Richard Rorty, estou certo de que, diante de Aristóteles, que tanto se preocupou com a “filosofia primeira”, posteriormente denominada “metafísica”, ele é um menino de colo.

– O Gustavo teceu uns comentários sobre o III Fórum Mundial de Teologia e Libertação. A matéria completa está lá (para quem tiver estômago); os comentários sensatos do meu amigo, intercalados ao longo do texto, ajudam a torná-lo menos indigesto.

Querer “desenvolver” (isto é: inventar) uma teologia que sirva às nossas pretensões é desonestidade. É como iniciar uma pesquisa científica com uma conclusão pré-fabricada; é ir a campo querendo apenas coletar dados que corroborem o resultado que se quer obter

– O Marcio colocou no Tubo de Ensaio um texto longo, mas que vale muitíssimo a pena, sobre a controvérsia na qual esteve envolvido Galileo; trata-se de uma resenha de um livro publicado recentemente no Brasil pela Loyola. Recomendo fortemente, por ser um compêndio bem interessante e completo (tanto quanto é possível) sobre o assunto.

O tempo mostrou que Galileu tinha razão – mas as descobertas recentes sobre seu processo desmentem vários mitos e mostram que é impossível dividir os personagens do episódio em mocinhos e bandidos. Então, por que ainda hoje existem pessoas (inclusive professores) que continuam a afirmar coisas como “Galileu foi morto na fogueira”? “Quem tem algum preconceito contra a Igreja vai perpetuar os mitos porque sequer vai procurar conhecer os fatos, ou os argumentos contrários. Enquanto o mundo for mundo, essa postura permanecerá”, avalia dom Sérgio.

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No “Exsurge Domine”, texto escrito pelo Gustavo Souza e por mim, sobre a moral sexual católica.

No site da CNBB (sim, isso mesmo!), este artigo de Dom Aloísio sobre o ensino da Teologia. Excerto: Quando é que vai haver unidade entre católicos  e outros amantes da  Palavra, lendo a mesma Bíblia?  Nunca. É que para nós “o encargo de interpretar autenticamente a palavra de Deus escrita, ou contida na Tradição, foi confiado só ao  magistério vivo da Igreja” (DV nº 10). Essa é a nossa praxe de fé, seguida pelos verdadeiros mestres dos ensinamentos de  Jesus.

Em ZENIT, esta notícia segundo a qual a Igreja Greco-Católica na Romênia corre o risco de ter seus bens expropriados pelo Estado. «Se este projeto de lei for aprovado se repetiria o que aconteceu em 1948, quando Stalin privou a Igreja na Romênia unida a Roma, greco-católica, do direito de existir, subtraindo-lhe os bens e prendendo seus bispos», afirma Dom Virgil Bercea, bispo da eparquia greco-católica de Oradea.

No Jus Navigandi, este texto do dr. Paul Medeiros Krause, sobre o Estado Laico e a religião materialista. O defensor do aborto, seja ele ministro, desembargador ou semideus, é o maior de todos os delinquentes que a humanidade já produziu.

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Um grande amigo meu, o Gustavo Souza, que já é provavelmente conhecido de alguns por ter alguns textos aqui publicados e por ter o seu blog relacionado na coluna lateral do Deus lo Vult, escreveu há algum tempo um interessante texto sobre o respeito ao ser humano, a cuja leitura eu remeto. Gostaria de seguir os passos do meu conterrâneo e tecer mais algumas considerações sobre o assunto, já que o mesmo aparenta ser bastante mal compreendido nos nossos dias. Mas começo sob uma outra perspectiva: pretendo falar primeiramente um pouco sobre o respeito a Deus.

Inicio com um parágrafo do Catecismo da Igreja Católica:

Feito membro da Igreja, o baptizado já não se pertence a si próprio mas Aquele que morreu e ressuscitou por nós. A partir daí, é chamado a submeter-se aos outros, a servi-los na comunhão da Igreja, a ser «obediente e dócil» aos chefes da Igreja e a considerá-los com respeito e afeição. Assim como o Baptismo é fonte de responsabilidade e deveres, assim também o baptizado goza de direitos no seio da Igreja: direito a receber os sacramentos, a ser alimentado com a Palavra de Deus e a ser apoiado com outras ajudas espirituais da Igreja.
[CIC 1269]

Saliento a seguinte frase: o Batismo é fonte de responsabilidade e deveres. Já manifestei aqui por diversas vezes o meu mais veemente descontentamento para com os “católicos de IBGE”, “católicos self-service”, “Católicos com Doutrina Diferente da Igreja” (CDDI’s – excelente contributo de um leitor no espaço de comments!) e outras espécies estranhas que, infelizmente, pululam como micróbios em água suja nos nossos dias. Por que essas pessoas são fontes de escândalo e provocam justa indignação naqueles que se esforçam para serem católicos fiéis? Oras, porque elas esvaziam o catolicismo daquilo que lhe é fundamental e apresentam ao mundo, com a sua vida, uma caricatura do Evangelho, uma deformação da Igreja Católica.

Para ser católico não é suficiente dizer-se católico. O Batismo não é uma mera cerimônia social. É – nos dizeres do Catecismo – fonte de responsabilidades e deveres. “Católicos” que não levam a sua vida de acordo com as exigências do seu Batismo são péssimos católicos, são traidores das promessas que fizeram um dia (ou que fizeram por eles, mas eles aceitaram livremente depois), são anti-evangelizadores na medida em que impedem a Igreja Católica de ser conhecida na plenitude de Seu esplendor de Esposa de Cristo sem ruga e sem mácula. Disse o Apóstolo que de Deus não se zomba (cf. Gl 6, 7); os católicos que não querem assumir as “responsabilidades e deveres” decorrentes do seu Batismo e se insistem em se dizer católicos mesmo assim estão faltando ao respeito devido ao Deus Todo-Poderoso.

Devemos respeito a Deus – eis uma verdade tão óbvia quanto negligenciada nos nossos dias! O “temor de Deus”, este dom do Espírito Santo tão esquecido, é o princípio da sabedoria (cf. Pr 1, 7) e é o dom “que nos faz reverenciar a Deus, e ter receio de ofender a sua Divina Majestade, e que nos afasta do mal, incitando-nos ao bem” (Terceiro Catecismo da Doutrina Cristã, q. 921). Enquanto estas coisas não forem devidamente relembradas, dificilmente haverá respeito a Deus.

Hoje em dia “temor” é uma palavra à qual está associada um rótulo odioso, capaz de evocar imagens obscurantistas das quais queremos nos emancipar. Ninguém quer ter medo; dizem-nos que isto é coisa de crianças, e que foi usado como instrumento de dominação pela Igreja Católica, e outras besteiras mais. Dizem-nos ainda que Deus é um amigo ao qual devemos amar e não temer; dizem até que “temor” é para ser traduzido por “ter amor”… é verdade que Deus é nosso amigo a quem devemos amar, e é sem dúvidas verdade que devemos ter amor a Deus. Mas dizer somente isso não é dizer toda a verdade, porque Deus também é a Majestade Suprema infinitamente digna de respeito e veneração. Deus é Pai, mas também é Deus; as duas coisas não são de modo algum excludentes. Precisamos respeitar a Deus (como, aliás, precisamos respeitar os nossos pais – o respeito aos pais está radicado justamente no temor de Deus, como diz o Catecismo (cf. CIC 2217)), precisamos reverenciá-Lo, precisamos ter receio de O ofender. Isso não é um medo irracional nem uma fonte de traumas e frustrações; é, ao contrário, o princípio da Sabedoria.

Respeitar a Deus é também respeitar a Igreja, respeitar os compromissos assumidos no Batismo; respeitar a Deus é esforçar-se para ser, tanto quanto possível, um católico bom e fiel. E, aqui, nós chegamos no respeito ao próximo, que pode ser visto como um caso particular do respeito devido a Deus. A caridade – que nos manda amar ao próximo como a nós mesmos – leva-nos naturalmente a respeitar ao próximo, por amor a Deus (claro, dentro dos limites do que é verdadeiramente respeito, que o Gustavo sinalizou muito bem no texto acima linkado). É por isso que todos os problemas do mundo se resolvem com a Doutrina Católica, e é por isso que são descabidas as críticas daqueles que julgam ser “farisaísmo” (ou coisa parecida) a importância dada àquilo que a Igreja ensina. O conhecimento e a prática do Evangelho de Jesus Cristo são o único caminho seguro para a verdadeira paz nesta terra, são a única resposta às inquietudes dos seres humanos, são a única força capaz de transformar o mundo.

Spiritus sancti timoris,
miserere nobis!

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Foi com grande alegria que eu recebi uma proposta preciosíssima para o Deus lo vult!.

Dois amigos meus, daqui de Recife, para os quais a língua de Dante é tão familiar quanto a de Camões, tiveram a feliz idéia de estabelecer um frutuoso colóquio entre os dois insignes poetas, vertendo uma valiosa obra sobre História da Igreja do italiano para o português.

O livro é o “La vera storia dell’Inquisizione” (A verdadeira história da Inquisição), da autoria de Rino Cammilleri. Possui dezenove capítulos + uma introdução, o que totalizará – esta é a proposta – uma série de vinte posts publicados em primeira mão aqui no Deus lo vult!, seguida de uma edição eletrônica em .pdf que possa correr o mundo virtual. A tradução terá ritmo leve, mas esperamos poder apresentar esta obra aos internautas de língua portuguesa o quanto antes.

Os dois heróis que tomaram sobre as suas costas este encargo – rezem por eles! – são dois grandes amigos. O primeiro, Erickson Oliveira, estudante de Direito, membro do Regnum Christi e companheiro de discussões teológicas, de whisky, de charutos e de viagens; o segundo, Gustavo Souza, já possui alguns artigos aqui no blog publicados, é contador recém-formado e amigo de catequese, “pré-membro” do Regnum e presença constante nas discussões, nas listas virtuais, nas festas – embora não nos charutos e nem no whisky. Ambos católicos bem-formados e capacitados, os quais têm a minha inteira confiança em tanto quanto remeta à maior glória de Deus e à salvação das almas.

As traduções serão aqui publicadas com a assinatura de Erickson Oliveira; não obstante, serão realizadas a quatro mãos, ou às vezes a duas mãos, quer de um, quer de outro. Em breve, espero brindar os leitores do blog com a introdução do supracitado livro, o primeiro capítulo de um trabalho que servirá bastante à glória de Deus e à defesa da Santa Madre Igreja, nossa Mãe e nossa Mestra, tão injustamente caluniada nos nossos dias.

Até breve!

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Ontem, ocorreu em Recife o primeiro debate entre os “prefeituráveis”, na Universidade Católica de Pernambuco. Um amigo – de férias e desocupado – esteve presente e, hoje, brindou-nos com o texto que reproduzo abaixo, para divertimento nosso e desespero quanto ao próximo pleito. As citações feitas não são literais mas, segundo o autor do texto, “traduzem o que eles realmente disseram”. Aproveitem.

* * *

Debate(ndo-se)

– por Gustavo Souza

Candidatos debatendo-se: foi o que se viu ontem no primeiro debate oficial entre os candidatos à Prefeitura da Cidade do Recife. O evento marcou (realmente, marcou) a abertura da 6ª Semana de Integração Universidade Católica & Sociedade (SIUCS).

Vou tentar relatar os melhores momentos do debate. Mas, que o leitor não se iluda: os “melhores” momentos não são necessariamente “bons”. Avante!

O auditório do Bloco G da Unicap estava lotado. Eram 17h. Quando já não cabia mais ninguém (nem em pé!) a coordenação da SIUCS aconselhou que as pessoas que estivessem chegando se deslocassem para um outro auditório – no mesmo andar – de onde o debate poderia ser assistido através de um telão. Acontece que o outro auditório, na verdade não era auditório: O telão transmitia apenas as imagens, sem som!

No meio das considerações iniciais – em que cada candidato dispunha de 5 minutos – surge uma mulher que se aproxima da bancada em que se encontram os prefeituráveis e começa a fazer gestos obscenos. Tenta partir para cima dos candidatos, fala alto, e… onde estão os seguranças? Guardando a perigosíssima porta de entrada. Fico me perguntando por onde será que aquela mulher passou para entrar?…Esta senhora interrompeu o debate por mais ou menos 1 hora! A cada nova incursão dela os presentes riam, vaiavam, xingavam, e – os mais sensatos – tentavam silenciar a multidão gritando: SILÊNCIO!!! Ou, então: psssiiiiiiiiiiiuuuuuuu!!! Ou ainda: CALA A BOCA!!!

Nisso, um homem, ou ébrio ou louco, começou a pular por cima das cadeiras onde as pessoas estavam sentadas. Mais uma vez, risos, vaias, e interrupção do debate.

Afora isso, havia, nas paredes, faixas de um movimento que luta pela “liberdade” dos animais não-humanos. Algo como: não matem as baratas, deixem os ratos correrem livremente no seu quintal, não ponham coleira nos cachorros (mesmo que seja um pitty bull); Coma apenas vegetal, pois não é justo que animais inocentes e indefesos morram para matar sua fome! Convenhamos, salada de alface é muito mais gostoso que bife! Só me inquieta uma coisa: como se sabe que o grau de crueldade na morte de uma vaca é maior que o do assassinato de uma alface?

Afogados num mar de perguntas capciosas, e pressionados pelos olhares desconfiados dos estudantes, restava aos candidatos apenas debater-se. Para não sucumbir, agarravam-se – como náufragos desesperados – às mesmas bóias de sempre: passado sofrido, marcado normalmente por uma infância pobre e uma adolescência permeada de perseguições e torturas na época da ditadura. Pobrezinhos: merecem um voto de confiança!

Alguns corajosos jornalistas tentaram [se] debater com os honoráveis prefeituráveis da nossa Veneza Brasileira. Foi algo mais ou menos assim:

Você, Cadoca, nas últimas eleições presidenciais você apoiou o então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Hoje, você faz parte da base do governo e conta com o apoio do presidente Lula. Como você acha que o eleitor vai entender essa sua mudança?

– Veja bem, tudo foi feito com muita transparência. Eu tirei uma camisa, vesti outra, mas continuo fiel aos meus ideais.

Você, João da Costa, acha que o Orçamento Participativo é realmente participativo?

Sim, 2% do orçamento da prefeitura é discutido com o povo.

E as obras da Avenida Conde da Boa Vista foram discutidas com o povo?

– Veja, bem, essa parte estava dentro dos outros 98%…

Você, Kátia Teles, está preparada para governar Recife?

– Sim. Tenho grande experiência na luta sindical.

E o que a senhora acha que é preciso fazer para mudar o cenário da nossa cidade?

Precisamos primeiro mudar o mundo, para, DEPOIS, mudar Recife.

Candidata, a senhora afirmou que nenhum candidato aqui presente era capaz de governar democraticamente e, ao mesmo tempo obedecer à Lei de Responsabilidade Fiscal. Como a senhora pretende enfrentar esse desafio?

– É simples: vou desobedecer a Lei. Viva a Anarquia!

Você, Raul Henry, criticou a obra da Avenida Boa Viagem. Mas, onde é que o senhor mora mesmo?

– Sim, é um absurdo gastar 50 Milhões na orla de Boa Viagem. Mas que eu adorei, adorei!

Você, Numeriano, quais são suas propostas para a cidade do Recife?

– Ah, eu tenho um sonho para esta cidade. E, nesse sonho, o 1% de intenções de voto que as pesquisas me dão, podem se transformar em 2%, e depois em 10%, em 20%, em 30%… Enfim, o meu sonho pode se transformar no sonho de muitas pessoas.

Você Mendonça, o que pretende fazer, quanto à questão da saúde na cidade de Recife?

As condições do sistema de saúde da cidade do Recife são realmente precárias, lamentáveis. Faltam médicos especialistas, como: ginecologistas, neurologistas, cardiologistas, ortopedistas, pediatras, etc. E faltam também remédios. Aliás, remédio é qualidade de vida! Nós precisamos ampliar a verba destinada a aquisição de medicação hospitalar. Outro problema grande do sistema de saúde dessa nossa querida cidade, problema que atual gestão não enfrentou e, conseqüentemente, não resolveu, é a falta de ambulâncias… Candidato, falta um minuto para o senhor concluir sua fala. Como dizia, pretendo construir 3 policlínicas, credenciar 200 médicos, comprar 25 ambulâncias… Candidato, tempo esgotado. Pretendo ainda, ampliar as atribuições dos agentes comunitários de saúde, para que elas auxiliem na erradicação de doenças como a rubéola, a dengue. Candidato, por favor, seu tempo esgotou! Concluo, quando eu for prefeito dessa cidade… Argh! Time is over, candidato!

E você, Edílson, quais são suas propostas?

Bem, ao lado da ex-senadora Heloísa Helena, e de todos nós que fazemos o PSOL, pretendemos implantar em Recife uma nova maneira de governar. Uma maneira que não atende aos interesses dos imperialistas burgueses, que não atende à pressões do FMI, e que não se vende às grandes potências opressoras da classe trabalhadora como os Estados Unidos, blá, blá, blá , blá , blá…

Enfim, “nada de novo sob o sol”. Quem foi ao debate assistiu a um show de populismo. Quem foi ao debate pode se deliciar com um banquete de argumentos non sense, com uma coletânea de episódios toscos. Na corrida eleitoreira vale tudo! Ainda bem que eu tinha um bote e não precisei me debater…

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[André Gonçalves, pintor português – Séc. XVIII]

… gaudet exercitus Angelorum!

Signum magnum apparuit in coelo: mulier amicta sole, et luna sub pedibus ejus, et in capite ejus corona stellarum duodecim. — Cantate Domino canticum novum: quia mirabilia fecit. V.: Gloria Patri … — Signum magnum apparuit in coelo …
[Intróito da missa de hojeRECOMENDO UMA VISITA!]

Hoje a Igreja celebra a festa da Assunção da Santíssima Virgem. Da MUNIFICENTISSIMUS DEUS:

[E]sta solene proclamação e definição será de grande proveito para a humanidade inteira, porque reverte em glória da Santíssima Trindade, a qual a virgem Mãe de Deus está ligada com laços muito especiais. É de esperar também que todos os fiéis cresçam em amor para com a Mãe celeste, e que os corações de todos os que se gloriam do nome de cristãos se movam a desejar a união com o corpo místico de Jesus Cristo, e que aumentem no amor para com aquela que tem amor de Mãe para com os membros do mesmo augusto corpo. E também é lícito esperar que, ao meditarem nos exemplos gloriosos de Maria, mais e mais se persuadam todos do valor da vida humana, se for consagrada ao cumprimento integral da vontade do Pai celeste e a procurar o bem do próximo. Enquanto o materialismo e a corrupção de costumes que dele se origina ameaçam subverter a luz da virtude, e destruir vidas humanas, suscitando guerras, é de esperar ainda que este luminoso e incomparável exemplo, posto diante dos olhos de todos, mostre com plena luz qual o fim a que se destinam a nossa alma e o nosso corpo. E, finalmente, esperamos que a fé na assunção corpórea de Maria ao céu torne mais firme e operativa a fé na nossa própria ressurreição.
[MD 41]

E compartilho um ótimo texto escrito por um amigo, o Gustavo Souza, que é uma síntese da festa hoje celebrada em toda a Igreja. Apenas saliento que o dogma hoje celebrado concerne somente à Assunção da Virgem, deixando (propositalmente) aberta a questão de se Maria morreu ou não “terminado o curso da vida terrestre”, que é quaestio disputata.

* * *

Assumpta est Maria in Caelum!

“Mas era preciso que aquela alma santíssima se separasse daquele corpo sacratíssimo. Deixou-o e uniu-se à alma de seu Filho, ela que era uma luz criada uniu-se à luz que não teve princípio. E o seu corpo, depois de ter ficado algum tempo debaixo da terra, também ele foi levado ao céu. Era preciso, com efeito, que ele passasse por todos os caminhos que o Salvador tinha percorrido, que resplandecesse para os vivos e para os mortos, que santificasse a natureza em todos os aspectos e que, em seguida, recebesse o lugar que lhe convinha. Por isso, o túmulo o abrigou durante algum tempo; depois, o céu acolheu aquela terra nova, aquele corpo espiritual, mais digno do que os anjos, mais santo do que os arcanjos. E o trono foi entregue ao rei, o paraíso à árvore da vida, o mundo à luz, a árvore ao seu fruto, a Mãe ao Filho; ela era perfeitamente digna, pois que ela o tinha gerado” (São Nicolau Cabasilas – 1320-1363 – teólogo leigo grego. Homilia sobre a Dormição da Mãe de Deus).

Celebramos hoje a Assunção de Nossa Senhora. No Brasil, cujo calendário civil não prescreve como feriado esta gloriosa data, a celebração desta festa é transferida para o Domingo. Para mais amar, honrar e tornar conhecida a Santíssima Virgem, decidi escrever este pequeno resumo da Assunção.

O fato da Assunção de Nossa Senhora foi-nos transmitido pela Tradição da Igreja. Segundo uma antiga versão (disponível aqui), aos 72 anos, ocorreu a dormição de Nossa Senhora. Os apóstolos foram miraculosamente levados – todos! – a Jerusalém na noite anterior ao fato; os fiéis de Jerusalém, assim que souberam, acorreram ao lugar onde se encontrava o seu corpo para reverenciar e prestar as últimas homenagens à Mãe de Deus. Três dias depois da “morte” de Maria, conta-se que São Tomé (sim, ele mesmo, de novo!) pediu para ver o corpo. Ao removerem a pedra do túmulo, não encontraram a Virgem. Do túmulo, exalava um perfume maravilhoso, fragrância divina deixada presente, lembrança e sinal pela Rainha do Céu. Desse relato, não há uma linha sequer na Sagrada Escritura.

A festa foi instituída oficialmente, junto com a proclamação do Dogma da Assunção de Nossa Senhora, em 01 de novembro de 1950, pelo Santo Padre, o Papa Pio XII.

A data foi estabelecida com base nos escritos de São Jerônimo que afirma ter a Virgem sido elevada ao Céu no dia 18 das calendas de setembro – o que equivale a 15 de Agosto.

A lógica – mais consistente e simples – que justifica a dormição de Nossa Senhora é a seguinte: São Paulo afirma na Carta aos Romanos que a morte é o salário do pecado (6, 23). Como é sabido, a Virgem Santíssima não cometeu nenhum pecado (nem venial, nem mortal). Assim sendo, seria injusto que ela recebesse a recompensa por algo que não fez. Que morresse da exata mesma forma que os pecadores. Deus então, na sua infinita Bondade e Justiça, concedeu-Lhe [à Maria] uma “morte suave”, e como Lhe envolvesse num sono leve atraiu a Si o corpo e a alma da Virgem. Santo Agostinho enumera três razões para explicar a dormição e assunção de Nossa Senhora, a saber:

1 – Como foi Nossa Senhora que “outorgou” a Cristo a carne humana (carne essa que foi poupada da corrupção e da deterioração provocada pelos vermes), o corpo de Maria, com a Ressurreição de Jesus, participa da incorruptibilidade do corpo de Cristo;

2 – Mais do que qualquer outro corpo, o de Nossa Senhora foi autêntico Tabernáculo de Cristo. Deste modo, é mais digno e adequado guardar esse tesouro no Céu que na Terra;

3 – Para dar continuidade à integridade que a Virgem sempre preservou durante toda a sua vida. O Bispo de Hipona afirma: “a pena da corrupção não deve ser conhecida por aquela que não teve sua integridade corrompida quando gerou seu filho. Será sempre incorrupta aquela que foi cumulada de tantas graças, que viveu íntegra, que gerou vida em total e perfeita integridade, que deve ficar junto daquele a quem carregou em seu útero, a quem gerou, aqueceu, nutriu”. (Veja aqui o artigo fonte deste excerto)

Em resumo, Jesus quis honrar sua Sacratíssima Mãe elevando-a sobre todas as criaturas, e revestindo-a de glória e esplendor. E nós, Seus filhos por adoção, devemos também venerá-la para, seguindo os passos de São Luiz de Montfort, manifestar esta devoção que, segundo ele, é indispensável, não opcional, fundamental à vida cristã.

Rainha assunta ao Céu,
Rogai por nós!

Gustavo Souza

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