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Até a sexta-feira passada, nunca tinha ouvido falar neste sujeito. No entanto, as músicas dele literalmente tomaram conta de todo o Carnaval de Olinda e Recife! A música acima é uma das maiores pérolas musicais de toda a discografia recifense moderna. A letra é como segue:

Ela veio querer
meter a mão
na minha cara,
só porque
eu chamei ela de
Amara.

Ela veio querer
meter a mão
na minha cara,
Só porque
eu chamei ela de
Amara.

Comprei um vestido pra ela
e ela não aceitou não
Comprei um trancelim pra ela
e ela não aceitou não
Comprei um sabonete pra ela
e ela não aceitou não

Ela gritou na minha cara
que eu não era o homem do seu coração!

Sabe o que foi que ela fez?
disse somente uma palavra!
Ela pegou o sabonete
jogou na minha cara…

Sabe o que foi que ela fez?
disse somente uma palavra:
Ela pegou o sabonete
esfregou na minha cara…

Ai, Amara,
ai, Amara,
Jogasse o sabonete,
e pegou na minha cara!

Ai, Amara,
ai, Amara,
Jogasse o sabonete,
e pegou na minha cara!

Vinha saindo do beco
quando ouvi uma palavra
era as menina gritando
com medo do chupa-cabra

Vinha saindo do beco
quando ouvi uma palavra
era as menina gritando
com medo…

Mas dali eu saí correndo,
dali eu saí correndo
com meu pobre violão…

e de repente eu caí
e ouvi uma palavra:
era a menina, tava com medo,
com medo do chupa-cabra…

e de repente eu caí
ouvi uma palavra:
era as menina, tava com medo,
chupa-chupa

Chupa-chupa-chupa-cabra
[bééééééééé]
Chupa-chupa-chupa-cabra
[bééééééééé]

Lembro-me de que um amigo de Brasília, após ter escutado isso 200 vezes (sim, tocou MUITO no Carnaval), comentou que não havia entendido esta música: afinal, por que raios a mulher havia batido no cara?! Eu comecei a rir. Acho que ele não havia ainda sido contaminado com o nonsense do cenário musical pernambucano. E, da segunda parte da música (que começa com “vinha saindo do beco”…), ele comentou que era a mesma música, mas não era a mesma história… e que estava até agora tentando saber qual era “a palavra” que Amara disse…

Bom, João do Morro – isso é meio óbvio porque, afinal, caso contrário provavelmente não faria lá tanto sucesso… – não é lá o melhor exemplo de música recomendável. O show dele no Carnaval foi, ao que dizem, apoteótico. Ele – e isso é um ponto positivo – sofreu um processo de uma ONG gayzista por conta de uma suposta homofobia em uma de suas músicas politicamente incorretas. Mas, biografia à parte, o ponto que me interessa aqui é outro: o que raios explica a decadência musical (e, por extensão, cultural) moderna? A futilidade erigida como padrão máximo de arte aceitável e desejável? Eu reconheço que dá para rir (eu mesmo ri à beça) com a música da Amara e com algumas outras também, mas duas coisas me incomodam profundamente (e isso é apanágio de toda a música moderna, ao menos em Recife, e apenas tomo João do Morro como estudo de caso): um, a existência de imoralidades gritantes que não me atrevo a reproduzir aqui mas, no entanto, são cândida e publicamente entoadas como se fossem a coisa mais natural do mundo; e, dois… o monopólio da futilidade e o local de destaque que lhe é dado. É claro que nem tudo precisa ser sério o tempo todo – um pouco de bom humor é sem dúvidas importante -, mas me incomoda a… seriedade que se aplica à falta de seriedade das coisas.

E talvez seja este um dos maiores problemas da “cultura” moderna: ela está preenchida, em sua virtual totalidade, com coisas fúteis! Parece haver um empenho organizado, um esforço conjunto, para que as pessoas fiquem ocupadas com coisas sem nenhuma importância, que aprendam a gostar delas, e que – por ausência de padrão comparativo – passem a considerá-las como parte substancial de suas vidas. Há incontáveis exemplos, da música ao Big Brother, passanto pelas novelas da Globo, etc, etc. Com a cabeça cheia de entulho, como se pode esperar que as pessoas se ocupem de coisas sérias?

Às vezes, fico desanimado, porque tenho a quase irresistível impressão de que é simplesmente impossível conversar com algumas pessoas sobre as coisas que realmente são importantes. É necessário um dedicado trabalho de… alargamento intelectual, para que coisas como, digamos, metafísica possa ser acomodada em mentes que foram acostumadas, desde a mais tenra infância, à futilidade. E este trabalho não pode ser feito unilateralmente. Não adianta discutir com quem não quer discutir e, muitas vezes, as pessoas simplesmente não são capazes de discutir sem um grande esforço para sair da pocilga e ousar elevar os olhos para o mundo… e muitos, muitos, muitos não estão dispostos a empreender este necessário esforço…

O que é possível fazer? Na minha opinião, oferecer resistência, e oferecer educação, não da maneira mágica e demagógica como falam os nossos políticos, mas educação cristã verdadeira, desde a mais tenra infância, às pessoas mais próximas de nós, em respeito à subsidiariedade, e com um verdadeiro esforço para preservarmos os educandos do ambiente deseducativo no qual eles estão inseridos. Não consigo vislumbrar uma possibilidade mágica de conversão da geração que hoje está aí; é somente nas gerações futuras que está a nossa esperança. E, aliás, urge trabalharmos, apressando a vinda destas, pois não sei ainda quantas gerações como as nossas o mundo é capaz de suportar.

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ou “A minha dor de cabeça matinal”.

De ontem para hoje, enquanto eu – cândida e inocentemente – tomava um chopp com os amigos e assistia um filme de terror engraçado no Shopping [REC], um grupo de baderneiros entrou no Deus lo Vult! para fazer vandalismo e floodar o blog com uma infinidade de “copies-and-pastes”, de acusações desconexas, de calúnias baratas já infinitamente refutadas, de agressões e palavrões. Quem está acostumado a visitar com certa freqüência este espaço virtual sabe que a situação observada de ontem para hoje foi absolutamente atípica, pelo que peço perdão.

A corja de delinqüentes conhece-se de um site chamado “Ateus do Brasil”. Graças ao wordpress – que faz o favor de informar ao dono do blog os links de onde vieram os visitantes do seu blog – eu tive acesso ao “plano infalível” dos pequenos baderneiros. Em certo momento, um dos integrantes do bando, alcunhado “Steven”, disse o seguinte:

ah.. bora zuar este blog…
https://januacoeli.wordpress.com/

Todos sabem que o Deus lo Vult! tem função apologética e que, neste sentido, a discussão é não apenas permitida como também incentivada: é este o motivo dos comentários aqui serem previamente aprovados. No entanto, como eu já tive a oportunidade de dizer, há discussões que são intrinsecamente infrutíferas. Considero como tais, de maneira eminente, as discussões com os vândalos imaturos que não querem senão “zuar” o espaço alheio. Sinto muito, mas os “zuadores” estão no lugar errado, porque isto obviamente não será permitido aqui. A má-fé a priori dos que, por falta do que fazer, procuram blogs para “zuar”, evidentemente não terá espaço aqui. Discussões exigem um mínimo de civilidade, bem como de capacidade argumentativa de ambas as partes; coisas que – como ficou evidente – os vândalos não possuem. Desnecessário dizer que isto não é apanágio do ateísmo em geral, porque há ateus civilizados com os quais se pode conversar; as criancices são restritas ao bando que passou por aqui.

Que se mantenham no seu próprio curral e não venham querer emporcalhar os sítios alheios. O interessantíssimo “Ateus do Brasil” tem um fórum que, ao que parece, é aberto. Portanto, os que têm vontade de discutir com os baderneiros, podem fazê-lo no site deles. O Deus lo Vult! não se prestará ao papel de picadeiro para que os palhaços venham montar um circo e fazer aqui a sua “zueira”. Não entendo o motivo que leva os delinqüentes a fazerem baderna nos sites de outrem; se está monótono o espaço de discussões do qual eles dispõem, eu não tenho nada a ver com isso, e não quero e nem preciso da “publicidade” nem do tráfego que os aprendizes de vândalos podem trazer para cá.

Um outro membro da trupe terrorista, o “Spockk” (que também deixou alguns comentários aqui), disse lá:

Steven

esse site que mandou é o Blog do caroleto. Além de carola, é absurdamente radical! É repulsivo.

Ótimo, Spockk. Desapareça, portanto, porque não faço a mínima questão de participar com você nem com ninguém da “zuação” que vocês estão dispostos a promover. Os xingamentos são, para mim, uma grande honra; quem me dera eu fosse “repulsivo” o suficiente a ponto de manter bem longe criaturas do naipe de você e dos demais “ateus do Brasil”! Ninguém é obrigado a me ler; eu, portanto, também não sou obrigado a ler o manancial inesgotável de abobrinhas que vocês são capazes de falar. Sugiro que gastem o tempo de vocês em alguma coisa mais proveitosa, porque aqui a estultícia imatura de ateus “zuadores” não é bem vinda.

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