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Posts Tagged ‘apologética’

Recebi por email a informação de que o sr. Fernando Nascimento, autor do cordel aqui reproduzido em fins do ano passado, escreveu um texto contra um pseudo-documentário protestante chamando “O Estado do Vaticano”. A extensa e valiosa obra apologética está aqui disponível.

É com muito prazer que divulgo, agradecendo imensamente quer ao autor da obra (que daria facilmente um livro), quer ao remetente do email que me fez a gentileza de informar sobre o assunto. Que a Virgem Santíssima, inimiga de todas as heresias, possa abençoá-los em abundância, e conservá-los sempre firmes na Fé Católica e Apostólica, sem a qual é impossível agradar a Deus.

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[fonte: http://two.xthost.info/cordeis/CORDEL13.html]
Autor – Fernando Nascimento

TODOS OS PECADOS DO “CRENTE”
A VERDADE SOBRE AS MENTIRAS

Esse é o cordel Cristão
do matuto inteligente
ele trata da questão
da falsidade dos “crentes”
que se chamam de “irmãos”
e tratam os outros diferente.

Outro dia eu entrei
numa igreja de “crente”
dessas feita na carreira
cheia de nome na frente
só pra ver o que é que fazem
pra enganar essa gente.

Lá na frente um sujeito
falante de paletó
dizia que era pastor
se sentia o tal Jacó.
Mas o Cristo já dizia
que “pastor existe um só”.

“O Senhor é “Meu Pastor”
e nada me faltará!”
As escrituras dizem isso,
e “pastor falso” não dá!   ———————— (Jd 1,11-15)
Jesus Cristo tá de olho
em quem gosta de enganar.

Lá, vi muito malfeitor
se fingir de arrependido,
dizer que “aceitou Jesus”,
no flagrante do delito,
prá se livrar do cacete,
põe a culpa no benedito.

Se muda de atitude e não de religião,
“crente” diz não ter pecado
e que tá na salvação,
mas é só um mentiroso.
Diz o versículo 10, da epístola primeira,
no capítulo 1, de João.

Quem quer aceitar Jesus
aceita quando menino  ————- (Mt 18,5-6)
na hora do batizado
na Igreja que tem sino.
Cristo se aceita cedo
não após ser assassino.

Jesus Cristo já dizia:
“Venham a mim, as criancinhas”…
Mas, o “crente” não tolera
de Jesus essa norminha  ——————— (Salmos 8,2)
e só batiza marmanjo
que acredita em carochinha.

“Qualquer que não receber
esse Reino, como uma criança,
nunca nele entrará”.
Diz Jesus com confiança.
Tá em 18 de Lucas, no versículo 17,
prá acabar com a festança.

A vida daquele povo
é chamar de pecador
quem não entra no seu templo
prá dar dinheiro à pastor.
Pois em Atos 17, no versículo 24
diz: “O Senhor não habita
em templo feito por macho”.

“O que não refreia a língua …
(e grita feito Tarzan)
esse engana a si mesmo,
é de religião vã”.
Diz o verso 26, do capítulo 1º
da epístola de Tiago,
do qual eu sou muito fã.

Foi somente uma Igreja
que Jesus Cristo fundou,
tá em Mateus 16,
e a São Pedro confiou.
As chamadas protestantes
foi Lutero que  inventou.

Toda casa dividida
contra a que Jesus fundou
“cairá,” diz Lucas 11
Jesus Cristo afirmou,
em Mateus 15, “arranco
a planta que o pai não plantou”.

Mateus 12, verso 30,
Jesus disse, prá que valha:
“Quem não é comigo, é contra,
quem comigo não ajunta, espalha”.
A fé de Jesus é única.
Hoje a dos “crentes” são várias.

Lutero excomungado
rei da inveja e da ambição
ele mesmo afirmava:
“meu conselheiro é o cão.”
“Rogai por mim satanás”, —————- (Ler Biografia de Lutero: Tischreden)
disse numa ocasião.

Ele dizia que Roma
era a sede do cão.
Mas, tentou ter lá um trono,
com morte e rebelião.
Era mesmo só inveja
quis ser Papa no empurrão.

“Esses são falsos profetas”,
diz Pedro, capítulo 2,
na Epístola Segunda,
nos versículos 3 e 2
que “vão falar heresias
muitos seguirão depois,
e de ti farão negócios”
fingindo que salvo sois.

Uma coisa que encuca
nessas igrejas de “crente”
é que dizem que é de Deus,
mas, o cão dá expediente.
E por mais que expulsem ele
todo dia tá presente.

Mas por que falam em Cristo
se seguiram a Lutero?
Se um mora lá no céu
e o outro no cemitério?
Pois é como o povo diz:
“Isso é um problema sério!”.

Lá, bem no capítulo 15
do evangelho de Mateus,
nos versículos 8 e 9
diz Jesus aos fariseus:
“Esses me honram com lábios,
mas seguem preceitos seus”.

Lá, pastor faz acontece
“conforme o combinado,”
cura cego, aleijado
endireita a voz de gago.
Mas, quando a doença o rói
não vai ao pastor do lado.

Efésios, capítulo 4,
o verso 14, ensina
diz: “Não sejamos meninos”
a Bíblia cai de pau em cima:
“Prá não ser levado em roda
em todo vento de doutrina,
te enganarão com astúcia”,
longe da Igreja divina.

Eles gostam de julgar ——————– (Mt 7,1-5)
sabendo que é pecado,
gostam de se exaltar
na frente do humilhado.
O evangelho garante:
isso vai mudar de lado.

Oram em alto-falantes,
tá na Bíblia que é pecado, ————— (Is 42,2)
deixa que os seus castigos
estão sendo preparados
pois, só quem reza em silêncio
é que é recompensado.

“O hipócrita, ora em pé
pelas ruas e esquinas.
Mas, é só pros homens ver”.
Isso Cristo abomina.
Diz Mateus, capítulo sexto
nos versículos 5 e 6
e a Bíblia encrimina.

24 de Mateus,
no versículo 23,
quem disser “Cristo tá aqui,”
em templo que homem fez
diz a Bíblia, “não dê crédito”
querem enganar vocês.

Tá em 18 de Lucas
verso 9 até 14
que quem se julgava puro
e dizia que salvou-se,
faz igual ao fariseu
que dava o dízimo e lascou-se.

O “crente” que julga os Santos
deve está desinformado.
E um dia, prá seu espanto
pelos Santos, será julgado. ——- Os santos hão de julgar o mundo (ICor 6,2).
Jesus disse: “Em 12 tronos,
porei os 12 a meu lado
prá julgar as 12 tribos…” ——————– Mt 19,27-29 —– Jd 1,14-15
o “crente” tenha cuidado,
a não ser que dessas tribos
não tenha sido gerado.
Pelo visto nesse dia
o inferno vai tá lotado.

“Crente” esculhamba os Santos ————————- (Rm 8, 25-28)
porque nunca vai ser um
gente que morreu por Cristo
entre eles não é comum.
do versículo 21, lendo até o 23
em Mateus, capítulo 7
o “crente” paga o que fez
Cristo fala, “Apartai-vos
nunca os conhecerei.”

Deus proibia só aos ídolos
dos pagãos e filisteus. —————————— (Ex 20,4)
Mandou sim fazer estátuas ———- (Ex 25,18-20) (I Reis 6,23-35 e 7,29) (Nm 21,8-9)
p’ros que estavam ao lado seu,
porque são inteligentes.
Não se enganam como os “crentes,”
nunca chamam elas de Deus.

Salomão as pôs no templo ——————————- (I Reis 6,23-35 e 7,29)
Porque Deus assim mandou,
Moisés esculpiu serpente ——————————– (Nm 21,8-9)
e quem viu ela sarou,
Os filhos de Dã e o Micas
o próprio Deus levantou ——————————- (Jz 18,30-31)
O Davi foi salvo um dia
pela imagem que usou. ——————————— (1Sm 19,12-18)
E cinco ratos de ouro
Deus do povo aceitou. ———————————- (1Sm 6,4-11)

Mas o “crente”sabe disso
fica falando bobagem ————————————- (Pv 18, 7-8)
pula as folhas da Bíblia
quando lê, por sacanagem,
mente e diz que Deus proibiu
é assim que eles agem.
Pedro, diz que: “O indouto
com as escrituras na mão,
vai achar pontos difíceis
e vai fazer confusão
distorcendo as escrituras
prá sua própria perdição”. ——————————— (2 Pd 3,16)

Paulo diz: “Aprendem sempre
e nunca podem chegar
a conhecer a verdade …
E pelas casas vão andar”.
Dizem os versos 6 e 7
no 3º de Timóteo
na segunda epístola.

Lendo a Bíblia ao pé da letra
o “crente” faz confusão,
prá diminuir Maria
diz que Cristo teve irmão,
sem saber que do hebraico
foi feita a tradução.

Todo mundo era chamado
de irmão, mesmo sem ser
o hebraico era pobre
de palavra prá dizer
se você fosse meu primo
eu era “irmão” de você.

Jacó chama de “irmão” ——————————————— (Gn 29,10-12)
o seu tio, que é Labão,
o mesmo faz o Abrão
com o seu sobrinho Ló.———————————————- (Gn 13,8)
Como Jesus teve irmão,
se Maria o teve só???
quando o “crente” leu em Marcos
a cabeça deu um nó.

Pois, Tiago e José
o Judas e o Simão,
leia, tem pais diferentes
pesquise em Mateus e João
Judas 1, em Marcos 3
e em 21 de João.

Tá na Bíblia, aos 12 anos
só Jesus, José, Maria.
Se Jesus tivesse irmão
Porque pro templo não ia?
Jesus Cristo lá na cruz,
tendo irmão, não trairia
entregando ao discípulo
a mãe que os criou um dia.

Eles dizem que só Deus
é quem pode dar perdão, ———————- Os fariseus também falavam que
—————————————————– Jesus não tinha poder para perdoar ninguém.
e nem leram que Jesus
diz lá em 20 de João
no versículo 22,
indo até o 23,
“Homens o dom do perdão
eu transfiro à vocês”.

Tá em 1º Coríntios
no capítulo 7, é fato
no versículo 32, lendo até o 34:
“O solteiro, é quem cuida
das coisas do meu Senhor,
por isso agrada a Deus”. —————————– Agora sabem por que padre não casa.
———————————————————– (Is 56, 4-5) (Lc 18, 28-30) (Mt 19,10-12)
diferente de “pastor …
que cuida das coisas do mundo
e da mulher com quem casou”.

ironizam a fé alheia
de simpatia têm nojo
mas, a saliva de Cristo
com lodo, curou o povo, —————————————— (Mc 7,33-37) (Jo 9,6)
e os lenços de São Paulo
curou, espantou tinhoso. —————————————— (At 19,12)
E ficou vivo de novo,
O tal homem que morreu,
bastou só tocar nos ossos
do profeta Eliseu. ————————— (2 Reis 13, 20-22).

Ri dos símbolos da fé,
só por desinformacão
acham que incenso, sinzas
e velas, são invenção.
Pois, em Êxodo, Levítico, e Daniel
Deus pede, então.

“Crente” diz, que segue a Bíblia,
mas, no Sábado acende fogo, ——————————————– (Ex 35,3)
come fruto de árvore nova ———————————————– (Lv 19,23-25)
come até carne de porco. ————————————————- (Lv 11,7-8)
Pois fazer isso é pecado.
Diz Levítico e o Êxodo.

Qual deles pune de morte
os adúlteros que tem?
Qual deles pune de morte
os homicidas e gays?
diz Levítico: “mate todos!” ———————————————— (Lv 20,10-27)
olha só, vejam vocês.

Entre eles se encontram:
“O maníaco do parque”,
“Escadinha”, ‘Hidelbrando,
rei da serra do massacre”,
“o matador de Chico Mendes” ———————————————- (Lv 24,17)
e a Jorgina, do desfalque.

Eles detestam sorteio
e falam mal do frêgues.
Em Ezequiel na Bíblia,
foi assim que Javé fez:
Sorteou terra prás tribos, —————————————————– (Nm 26,55-56)
————————————————————————————- (Ez 48,29) (Ez 47,21-22)
e Arão sorteou bodes
em Levítico 16  —————————————————————- (Lv 16,7-10)

Em Tito capítulo 1
verso 15 e 16,
diz que: “As coisas são puras,
para os puros que assim as vêem
e que são impuras para
os contaminados infiéis”.

No versículo 17,
lendo até o 18,
em Romanos 16,
a gente lê com muito gosto:
“Prá se desviar daqueles
que promovem divisões, —————– Jesus disse: “Quem não é comigo
———————————————–– é contra mim; e quem comigo
———————————————— não ajunta espalha.” (Mt 12,30)
que com palavras lisonjas
enganam os simples corações,
esses servem ao próprio ventre
e não a Cristo”, diz então.

Confessam conhecer Deus,
mas o negam com as obras. ————————————————————— (Tt 1,16)
Falam que “basta ter fé”,
mas, “a fé, sem obra é morta.”
Leia em Tiago 2, no versículo 17,
já que o “crente” não gosta.

As doutrinas desses “crentes”
é mesmo o pastor quem faz.
Se eles “seguem” a mesma bíblia
então por quê não são iguais???
nunca foram unidade ———————– (Cl 2,20-23) (Jo 17,21) (Ef 4,13-14)
e ao mesmo tempo são rivais.

Jesus Cristo aos discípulos
pediu voto de pobreza.
Mas, tudo quanto é pastor
tá metido na riqueza,  —————————– (2 Co 11,7)
é mansão, carro importado,
e o “crente” endividado
tratando ele como alteza.

Eu perguntei ao pastor:
E se Cristo voltasse um dia?
Ele disse, eu arribava…
e na CPI não ia,
como fez Edir Macedo ———————- (1 Tm 6,9-10) (Jd 1,11-15)
e a Renascer outro dia.

Cristo, em Igreja de “crente”
o Pastor o barraria.
Mandava tirar a barba
e se livrar de Maria,
cortar os cabelos longos
pois só assim entraria.

“Bote um terno ordinário,  ———————————— (Mt 23,5)
traga uma Bíblia na mão,
dez por cento do salário
todo mês, dá salvação”.
E Jesus deu meia volta
e seguiu a procissão. ————————- (Js 6,6-8) (Js 3,12-14)

Ponto final:

Está na Bíblia: São Paulo visitou a Igreja de Cristo em Roma… E a caminho alertou sobre as falsas doutrinas:

“Portanto, ninguém vos julgue
pelo comer, ou pelo beber, ou por
causa dos dias de festa, ou da lua nova,
ou dos sábados, que são sombras das
coisas futuras, mas o corpo é Cristo.

Ninguém vos domine a seu bel-prazer,
com pretexto de humildade e culto dos
anjos, metendo-se em coisas que não viu…
Tais como: Não toques, não proves,
não manuseies?

As quais coisas todas perecem pelo uso,
segundo os preceitos e doutrinas dos homens;
as quais tem na verdade, alguma aparência
de sabedoria, em devoção voluntária,
humildade e em disciplina do corpo, mas
não são de valor algum, senão para satisfação
da carne”
. – Colossenses 2,16-18,22-23

Conforme a bíblia de João Ferreira, que os protestantes usam.

Autor: Fernando Nascimento.

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– Depois disto, portanto, repara se é necessário que, além desta qualidade [sempre apaixonados pelo saber na sua totalidade], haja outra na sua natureza, se [os filósofos] quiserem ser tais como os descrevemos.
– Qual?
– A aversão à mentira e a recusa em admitir voluntariamente a falsidade, seja como for, mas antes odiá-la e pregar a verdade.
– É natural – disse ele.
– Não só é natural, meu amigo, mas é imperioso que uma pessoa que seja por natureza enamorada preze tudo aquilo que se aparentar ou relacionar com a coisa amada.
– Exatamente.
– Ora, poderá encontrar-se algo de mais relacionado com a sabedoria do que a verdade?
– Como poderia ser? – perguntou ele.
– É possível que uma mesma criatura seja ao mesmo tempo amiga da sabedoria e da mentira?
– De modo algum.
[Platão, “A República”, Livro VI (484a-d); Editora Martin Claret, São Paulo, 2006, p. 180]

A verdade e a aversão à verdade vieram ao mundo juntas. Assim que a verdade apareceu, foi olhada como inimiga.
[Tertuliano, “Apologia”, cap. VIII]

O Gênero Humano, após sua miserável queda de Deus, o Criador e Doador dos dons celestes, “pela inveja do demônio,” separou-se em duas partes diferentes e opostas, das quais uma resolutamente luta pela verdade e virtude, e a outra por aquelas coisas que são contrárias à virtude e à verdade. Uma é o reino de Deus na terra, especificamente, a verdadeira Igreja de Jesus Cristo; e aqueles que desejam em seus corações estar unidos a ela, de modo a receber a salvação, devem necessariamente servir a Deus e Seu único Filho com toda a sua mente e com um desejo completo. A outra é o reino de Satanás, em cuja possessão e controle estão todos e quaisquer que sigam o exemplo fatal de seu líder e de nossos primeiros pais, aqueles que se recusam a obedecer à lei divina e eterna, e que têm muitos objetivos próprios em desprezo a Deus, e também muitos objetivos contra Deus.

Este reino dividido Sto. Agostinho penetrantemente discerniu e descreveu ao modo de duas cidades, contrárias em suas leis porque lutando por objetivos contrários; e com sutil brevidade ele expressou a causa eficiente de cada uma nessas palavras: “Dois amores formaram duas cidades: o amor de si mesmo, atingindo até o desprezo de Deus, uma cidade terrena; e o amor de Deus, atingindo até o desprezo de si mesmo, uma cidade celestial” [De civ. Dei, 14, 28 (PL 41, 436)]. Em cada período do tempo uma tem estado em conflito com a outra, com uma variedade e multiplicidade de armas e de batalhas, embora nem sempre com igual ardor e assalto.
[Papa Leão XIII, Humanus Genus, 1-2]

Muitas pessoas não entendem o que é o catolicismo, não entendem o que é a Igreja, não entendem qual o papel que compete aos católicos que são soldados de Cristo na Igreja Militante, não entendem o valor da intransigência nem a dupla perspectiva sobre a qual precisa ser encarado o amor. É de se lamentar que, entre essas pessoas, contem-se não poucos “católicos”, que passam a sua vida sem se esforçar para fazer aquilo que lhes compete fazer ou – pior ainda – perseguindo os católicos que se esforçam para serem menos indignos do nome de “cristãos” que lhes foi dado no seu batismo. Esforcemo-nos um pouco para, à luz da religião cristã, analisarmos melhor cada uma dessas coisas.

O catolicismo é a religião verdadeira com exclusão de todas as outras, é a Sã Doutrina que o próprio Deus legou aos seres humanos, ensinando-lhes tudo o que eles precisavam saber sobre Si para chegarem ao conhecimento de Deus e, por conseguinte, à Salvação. Não se trata, pois, de um fruto da investigação humana, de uma filosofia elaborada pelos maiores gênios da humanidade, mas – ao contrário – da Revelação do próprio Deus que, como é a própria Verdade, não pode enganar-Se e nem nos enganar. O catolicismo é a única religião verdadeira, capaz de religar o homem pecador a Deus infinitamente santo.

A Igreja é a Guardiã infalível destas verdades que – repetimos – foi o próprio Deus que revelou aos seres humanos e, por conseguinte, é isenta de todo erro. A Igreja é instituição divina, é a única obra encontrada neste mundo que foi realizada não por mãos humanas, mas pelo próprio Deus. É uma espécie de milagre permanente, farol seguro a iluminar a História mostrando aos homens de todos os tempos e lugares o único caminho verdadeiro – estreito, como disse Nosso Senhor, mas verdadeiro sem dúvidas, pela Sua própria autoridade divina – que os homens precisam seguir se quiserem conhecer verdadeiramente ao Deus Criador dos Céus e da Terra.

Os católicos são os filhos da Igreja, a quem Deus concedeu a imerecida graça de conhecerem os Seus desígnios e as verdades sobre Ele que Lhe aprouve revelar, e são também os soldados de Cristo, i.e., aqueles a quem compete o singularíssimo papel de guardar a Verdade Revelada e fazê-lA conhecida de todos os homens, pois todos os homens têm necessidade absoluta d’Ela, para serem salvos. Têm portanto este duplo papel todos aqueles que foram chamados à dignidade de filhos de Deus pelo Batismo: o de anunciarem o Evangelho e o de defenderem a Sã Doutrina da Salvação, defenderem a Igreja, defenderem o catolicismo, de  todos os ataques que – desde que o mundo é mundo – os inimigos da Religião Verdadeira dirigem aos filhos de Deus.

A intransigência católica é, portanto, uma espécie de legítima defesa da Verdade ameaçada pelo erro, é a única atitude coerente diante de uma Doutrina que se sabe certa e sem mistura de erro algum, que não foi produzida por homens falíveis mas entregue aos homens pelo próprio Deus infalível. Uma tal Doutrina deve, necessariamente, ser defendida de todos os erros, deve ser guardada com a máxima diligência, cuidando zelosamente para que, n’Ela, não se introduzam elementos falsos nem Lhe sejam retirados verdadeiros. A Verdade é intrinsecamente intrasigente, por uma questão de princípios lógicos os mais elementares, que dizem que duas coisas contraditórias não podem ser ao mesmo tempo verdadeiras. Sabendo-se, pois, que a Doutrina Católica é verdadeira – porque, repetimos, Ela foi-nos entregue pelo próprio Deus que, sendo Ele mesmo a própria Verdade, não pode enganar-Se e nem nos enganar – não se pode admitir, sob nenhuma hipótese, que Ela seja contaminada com doutrinas espúrias de autenticidade duvidosa.

De tudo isto, portanto – e aqui encaixamos todas as citações que foram postas em epígrafe -, segue-se que o amor à Verdade precisa ser encarado também sob o aspecto do ódio à mentira. Não ama verdadeiramente a Deus quem, ao mesmo tempo, é amigo dos inimigos de Deus; não tem verdadeiro amor à Verdade aquele que não A defende dos erros, colocando-A em pé de igualdade com os mais diversos delírios e opiniões. O católico, cristão militante, membro da Igreja de Nosso Senhor, defensor intransigente da Sã Doutrina revelada por Deus, tem uma espada de dois gumes que deve manejar com maestria para cumprir com o seu papel: o amor à Verdade e o ódio à Mentira. O amor à Igreja e o ódio à anti-Igreja. O amor à Cidade de Deus e o ódio à Cidade dos Homens. O amor aos filhos da Mulher e o ódio aos filhos da Serpente.

Eis, pois, postos os princípios que devem nortear a atitude dos católicos em todos os âmbitos de suas vidas. O amor verdadeiro não é um amor “frouxo”, romantizado e incoerente como o pregam não poucas pessoas nos nossos dias. O amor precisa ser verdadeiro, precisa desejar o bem da pessoa amada e detestar tudo o que lhe pode provocar mal. O amor à Verdade exige o ódio à Mentira – um não pode existir verdadeiramente sem o outro. E, considerando tanto quanto foi dito, considerando que a História é um campo dividido ao meio onde combatem entre si os filhos de Deus e os filhos da Serpente – como a Igreja sempre ensinou -, fica evidente o tamanho da responsabilidade que os católicos têm. Devem defender a Deus, trabalhando diligentemente para que o Evangelho da Salvação seja cada vez mais conhecido pelos homens que d’Ele necessitam. Devem arrancar almas à Satanás, brandindo corajosamente os argumentos católicos contra as falácias das almas iludidas pela astúcia do Demônio, a fim de derrotar a insídia diabólica e possibilitar, com a graça de Deus, uma conversão. Devem se pôr na brecha das muralhas da Igreja, defendendo-A valorosamente dos ataques a Ela dirigidos por tantos quanto militam nas hostes do Príncipe das Trevas. Devem, em suma, portarem-se como cristãos autênticos.

Esta luta – em defesa da Verdade, pela (verdadeira) instauração do Reino de Deus sobre a terra – é a mais importante e a mais fundamental de todas as lutas, porque os problemas que afligem o mundo moderno são apenas sintomas do problema de fundo, do problema capital, que é de natureza religiosa. Não tenhamos dúvidas disso: o Evangelho de Nosso Senhor é o único remédio verdadeiro a ser ministrado à humanidade enferma. Acreditemos n’aquilo que disse Platão há mais de dois milênios: “tendo a verdade por corifeu, não creio que se possa dizer que um coro de vícios segue atrás dela. […] Mas que vem atrás dela uma maneira de ser sã e justa” [op. cit., p. 186]. Confessemos com destemor esta verdade evidente, também repetida por Santo Agostinho e lembrada pelo grande Papa Leão XIII:

“Os que dizem que a doutrina de Cristo é contrária ao bem do Estado dêem-nos um exército de soldados tais como os faz a doutrina de Cristo, dêem-nos tais governadores de províncias, tais maridos, tais esposas, tais pais, tais filhos, tais mestres, tais servos, tais reis, tais juízes, tais contribuintes, enfim, e agentes do fisco tais como os quer a doutrina cristã! E então ousem ainda dizer que ela é contrária ao Estado! Muito antes, porém, não hesitem em confessar que ela é uma grande salvaguarda para o Estado quando é seguida” (Epist. 138 (al. 5) ad Marcellinum, cap. II, n. 15).
[Santo Agostinho, apud Leão XIII, Immortale Dei, 27]

Esforcemo-nos, pois, com o auxílio da Virgem Santíssima, Aquela que venceu sozinha todas as heresias do mundo inteiro, para sermos menos indignos das honras que nos foram conferidas por ocasião do nosso Batismo. Elevemos bem alto o estandarte de Cristo Rei, carregando em nossas vidas o Evangelho de Jesus Cristo, sendo testemunho vivo do poder do Crucificado. Militemos com destemor pela Igreja de Nosso Senhor, a fim de que a Verdade triunfe sobre os erros e todos os homens possam conhecer a Verdade que liberta, a Sã Doutrina da Igreja, a Fé Católica e Apostólica, para a maior glória de Deus.

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